IMPACTO ECONÓMICO DAS FERIDAS CRÓNICAS NA SUSTENTABILIDADE EM SAÚDE
Palavras-chave:
feridas crónicas, sustentabilidade em saúde, gestão em saúde, custo-efetividade, impacto económico, enfermagemResumo
As feridas crónicas constituem um desafio relevante para a sustentabilidade dos sistemas de saúde, devido à sua duração prolongada, complexidade clínica e elevado consumo de recursos. Este artigo analisa o impacto económico das feridas crónicas, com enfoque na gestão e na sustentabilidade em saúde, com base numa revisão narrativa da literatura recente. Foram considerados estudos económicos, revisões sistemáticas, diretrizes internacionais e trabalhos centrados na organização dos cuidados. A evidência demonstra que as feridas crónicas geram custos diretos associados a consultas, tratamentos, internamentos, dispositivos médicos e tempo profissional, bem como custos indiretos relacionados com a perda de produtividade, a dependência funcional e a diminuição da qualidade de vida. Os resultados indicam que a despesa é agravada pela deteção tardia, pela fragmentação dos cuidados, pela ausência de protocolos uniformes e pela recorrência de complicações. Em sentido contrário, modelos integrados, prevenção estruturada, equipas multidisciplinares e monitorização precoce têm potencial para reduzir custos evitáveis e melhorar os resultados clínicos. Conclui-se que as feridas crónicas devem ser tratadas como um problema clínico e de gestão, o que exige políticas de saúde orientadas para a prevenção, a integração assistencial, a capacitação profissional e a avaliação económica sistemática.
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